Sunday, April 22, 2018

A Carta da Corcunda ao Serralheiro - nova micro peça

A Carta da Corcunda ao Serralheiro

A minha nova peça de Micro-Teatro


Bruno Schiappa é A Corcunda


 

                                            © Paulo Soares

O que eu me estou a divertir a criar esta personagem nem vos passa! Ela é deliciosamente deslumbrante. Com um sentido trágico e cómico em simultâneo, todas as palavras fazem um sentido único e têm uma sonoridade única também. Há muito tempo que não me divertia tanto a fazer uma composição física e vocal. Desde os tempos do Cyrano (1997) no Teatro da Trindade. Espero que se divirtam a ver. Informações abaixo.

                     Uma parábola de todos os que nasceram com o corpo errado!


Peça Curta
Texto: Fernando Pessoa
Versão Cénica e Interpretação: Bruno Schiappa
Música Original: Bruno Schiappa
Duração: 17’
Género: Comédia Dramática
Dias 27 (21h30) e 29 (17h00) de abril na Guilherme Cossoul, integrado na 2ª Edição de Micro-Teatro do Faísca Teatro
Dia 25 de maio no Espaço Associação MOB, numa sessão dupla de peças curtas, juntamente com Memórias de um psicopata, uma trilogia em 17’0
Sinopse: Uma mulher está tuberculosa, para além de ser corcunda. Ama em silêncio, e sofre em silêncio, um homem que, apesar de poder dar-lhe um sopro de felicidade, desconhece a existência de tal amor, da própria mulher e, mesmo que conhecesse ambas, a estranheza do corpo da mulher seria suficiente para aquele homem a desdenhar. No entanto, enquanto escreve a este Senhor António uma carta que nunca será lida, a mulher revela uma sensibilidade e uma consciência do funcionamento do mundo, superiores à de muitos que, do alto de uma “hegemonia” chauvinista, consideram que possuem.
Sobre o Espetáculo: Na sequência do seu projeto Três Mulheres no Mesmo Homem, com que assinalou os 25 anos de carreira e subiu a cena na Sala Estúdio do Teatro da Trindade em março de 2014, Bruno Schiappa regressa com mais um papel feminino. Desta vez, o ator e criador procura dar voz parabólica a todos os que se debatem com o isolamento promovido por uma sociedade que não integra a diferença, de modo efetivo, e que remete todos os que são marcados por uma divergência da norma estabelecida para uma existência marginal. Enquanto investigador, Schiappa procura estudar a fundo as características do ator e o papel deste na inter-relação com o público. Foi, sobretudo, esta relação que o levou a decidir começar a dar voz e corpo, também, a papéis femininos e deste modo tentar deixar um lastro de aceitação do que é diferente, na direção de uma possível integração nas mentalidades vigentes.


Thursday, November 16, 2017

Interview on Theatricality and Power - Czech Republic Bruno Schiappa

About my research on theatricality and power I was interviewed in Czesch Republic in 2009
The interview is in english
https://www.youtube.com/watch?v=B3C4PODTmdo

Monday, February 20, 2017

Meu bem querer meu encanto

Vou voltar a este blogue. Estou cansado do face e do twitter. Aqui É um espaço mais claro e pessoal e partilhável com quem me quer bem. E eu quero bem a tanta gente que procuro manter nutrido esse meu bem querer meu encanto.

Sunday, March 09, 2014

Friday, March 16, 2012

hello my friend

Olá caro amigo, há muito não vinha cá. Hoje venho só em espírito saudosista. Tive que rever coisas boas que fiz para me (re)valorizar. Isto tem andado embaixo com pessoas a ver se desativam a auto estima.
Mas aqui tens umas coisas que gostei de fazer e ter.
http://youtu.be/tT1ytQBbHio
http://youtu.be/Qkb6YwW4Xvk
http://youtu.be/AYcm1HbEQNk
http://youtu.be/lk5_Zq4Wc4M
http://youtu.be/km_UyrCJmio
http://youtu.be/RtpBa0N4NZQ
http://www.youtube.com/watch?v=rlkDayIsBLw&feature=related


e acho que já chega por hoje :-))
beijos e força aí.

Sunday, December 11, 2011

Para fastidiosas e profundas tristezas

Há um espectro que avança e que nos imobiliza, não importa quão fortes ou enérgicos possamos ser. Ele desativa-nos no caso de nos deixarmos aprisionar por uma energia que não reconhecemos. Neste sentido, podemos ter acesso a uma surpreendente tomada de consciência de que, afinal, somos, ainda, providos de um raciocínio mitológico e não científico-dialético. Curiosamente, nem a noção concreta de que os outros são destituídos de qualquer tipo de raciocínio, nos devolve a calma suficente para recuperarmos o que deixámos que nos fosse extorquido: a autoestima. O que é inacreditável, do meu ponto de vista, é potenciar a possibilidade de sermos desactivados por uma pessoa com qualidades inferiores às nossas, apenas porque essa pessoa estava no patamar de um "like" nosso, no facebook.
Ou pior ainda, no caso de essa pessoa conseguir atingir-nos ao usar como arma, a desvitalização de um escudo protetor.
É muito mau, é abrirmos a porta à mediocridade. Mas também, quem nos manda dar ouvidos às pessoas só porque gostamos delas? Cada vez menos isso significa que elas também gostem de nós.
Bruno Schiappa Dixit.

Monday, August 23, 2010

Voar!!!


Sábado voei de novo. O meu segundo salto Tandem. O primeiro foi em 2002. Fui desafiado por PM. Tive uma sensação incrível e inesquecível. Fiquei a saber porquê que os pássaros cantam. Este ano decidi repetir e desafiei a AG. Marquei o salto em final de maio. Em vésperas do mesmo, mais dois entusiastas decidiram juntar-se: a PM e o PC. Foi de novo em Évora, num 21 de Agosto de 2010 sob 40º de calor. A primeira vez fui "segurado" por Carlos Ferreira. Desta vez coube esse papel a João Oliveira. Duas pessoas com quem posso dizer, partilhei o limiar entre a vida e a morte.
Fui muito mais relaxado desta vez. E usufruí melhor e mais profundamente. E confirmei que é fantástico poder voar sem ter que estar fechado num avião.
Viva o Salto tandem. Das coisas mais importantes da história da minha vida. Tão maravilhosa e importante como o Amôr. As minhas duas musas.
Besos

MEDDO


Tenho medo, começo a ter muito medo. Cá está ele. Chegou de novo. Deixei-o entrar. Há uns pos afastei-o. Mas ele volta sempre. Força a entrada. O medo bloqueia-me. O medo está comigo sem que eu queira estar com ele. Está apaixonado por mim, o medo, e é um amor psicótico. Não me pergunta se quero. Invade-me. persegue-me. Se tento afastar-me dele ele não deixa. Reage. Cola-se a mim. Exaspero e isso alimenta-o. respiro fundo mas ele entra-me pelos poros. É uma relação não desejada. Não sei como caí nas garras dele. E não consigo libertar-me. Ele não quer que eu tenha amigos. Não me deixa ter. Imobiliza-me. Já tentei falar sobre o assunto. Dizer que a nossa relação só me prejudica. Mas ele não quer saber. Decidiu que eu lhe pertencia e não me larga. fecha-me as portas. Empareda-me. Não quer saber de mim. Não me mima. Apenas quer sentir-me seu. Fecho-me no escuro para não o ver. Mas sinto a sua presença. Ele respira em cima de mim. Ou serei eu quem respira? Não sei. Já não sei. Ele está tão agrrado a mim que as nossas respirações se confundem.
Tenho medo. Tenho-te, medo. E não te quero.
Por favor, deixa-me em paz. Sai da minha vida. Já!!!

Sunday, July 04, 2010

Chora!

Chora coração! Chora! - dizem os olhos - para que não pensem que quando choramos somos nós, mas sim tu. És covarde! Escondes-te por trás denós para que fiquemos com a culpa. Quem nos vê chorar pensa que somos nós e não tu! Porque fazes isso coração? Porque choras escondido e com procuração?
E o coração respondeu - porque nunca pensei que, apesar de gostar de cá estar, pudesse um dia pensar que de aqui em diante não faz sentido prosseguir porque nada, ninguém,nem alguma coisa, me tocam na alma a que vocês chamam coração e me fazem chorar, a não ser por já não conseguir chorar por ninguém. Nem por mim. Por isso choro. Por não conseguir chorar. E como não consigo chorar uso-vos, olhos, uma vez que vocês me deram o passaporte vitalício para tal.
Gosto de vocês, mas o que vejo já não é a beleza que vocês perscrutam mas sim a dor do vazio do eco do silêncio.
Besos

Sunday, May 16, 2010

E tudo soube à ilusão do teatro...


Ontem foi mais um (I)Mortal-mente no Cartaxo. Sala pouco cheia mas com boa gente. Soube bem. Mas houve um problema, durante o espectáculo, pela primeira vez na minha vida, estive sempre consciente de que "aquilo" era teatro e não "vida". Até ontem, quando estava no palco, estava a viver. Ontem, tudo aquilo era teatro. Assim sendo, a partir de agora o que vai ser o teatro? E o que vai ser a vida para mim? Ou, de repente, o caos entrou na ordem e instalou a confusão entre os dois que sempre defendi? Ou foi porque, mais uma vez, tu não estavas lá? E ao não estares eu desisti de estar? Será mais uma das linhas ténues de sabor a desencanto que se foram instalando quando saíste? Ou serei eu quem está, finalmente, a sair e, por isso, a passar a ser outro?
Não sei. Sei que foi estranho. Se a minha vida sempre foi definida pelo teatro enquanto vida, agora que o teatro passou a ser teatro o que vai ser da minha vida?
Aguardo inquieto a resposta. Mas alguém ou alguma coisa me segreda que somos apenas a soma de múltiplos pontos comuns.
Besos

A Carta da Corcunda ao Serralheiro - nova micro peça

A Carta da Corcunda ao Serralheiro A minha nova peça de Micro-Teatro Bruno Schiappa é A Corcunda                        ...